
Ministros decidem se aprovam pacote de resgate financeiro de 130 bilhões de euros à Grécia (Foto: Getty Images)
Os ministros das Finanças da zona do euro se reúnem nesta segunda-feira para decidir se aceitam as contrapartidas da Grécia e se aprovam um pacote de resgate financeiro de 130 bilhões de euros (R$ 296 bilhões) para o país. Também será avaliada a redução, em bilhões de euros, da dívida grega perante bancos privados.
O pacote tem como objetivo evitar um calote de 14,5 bilhões de euros da Grécia, correspondentes aos títulos gregos que vencem em 20 de março.
Na semana passada, o Parlamento grego havia aprovado medidas de austeridade exigidas pela União Europeia, FMI e Banco Central Europeu como precondição para liberar o pacote de resgate.
Entenda, abaixo, como a Grécia chegou nessa situação e quais as medidas em curso para tentar recuperar o país.
O que são as medidas de austeridade exigidas da Grécia?
Líderes europeus têm se mantido céticos quanto à habilidade da Grécia em implementar cortes de gastos orçamentários. Então, na mais recente rodada de negociações, exigiram que o Parlamento grego aprovasse medidas que pudessem ser implementadas de forma rápida.
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Entenda a crise da Grécia e suas possíveis consequências
A Grécia foi pressionada a aceitar cortes de gastos mais profundos, relativos a 1,5% do seu PIB, além de cortes previdenciários e de empregos, altamente impopulares entre os cidadãos gregos.
A "troika" - formada por UE, BCE e FMI - também quer que a Grécia torne sua economia mais competitiva, eliminando os custos burocráticos e flexibilizando leis trabalhistas. Também pressionou Atenas a reduzir o salário mínimo, diminuir o número de funcionários públicos, efetuar cortes no valor das aponsentadorias e a recapitalizar os bancos gregos.
Mas a Grécia já não tinha implementado medidas de austeridade?
Fonte: G1