
Ministros da zona do euro conversam com o premiê grego Papademos (Foto: Reuters)
Os ministros das Finanças da zona do euro aprovaram nesta terça-feira (21), em Bruxelas, após 12 horas de negociações, um novo pacote de resgate financeiro para a Grécia com a finalidade de evitar o calote da dívida do país.
Foi aprovado o desbloqueio e um empréstimo de 130 bilhões de euros (o equivalente a R$ 296 bilhões), que reduzirá a carga da dívida da Grécia e permitirá que o país permaneça na zona do euro, embora sob um grau de controle externo e fiscalização muito maior.
O pacote evita o risco de um calote de 14,5 bilhões de euros da Grécia, correspondentes aos títulos gregos que vencem em 20 de março.
A Grécia submeterá ao Parlamento a legislação necessária para aplicar o novo empréstimo de 130 bilhões de euros e a quitação da dívida soberana antes do dia 15 de março, para depois ir às urnas, informou o governo grego.
"Quando validarmos o novo acordo do empréstimo no Parlamento, depois será o momento de decidir a convocação de eleições", disse o primeiro-ministro grego, Lucas Papademos, em entrevista coletiva em Atenas. Papademos qualificou o acordo fechado na madrugada passada em Bruxelas de "histórico".
Maior esforço dos credores privados
A negociação entre as autoridades gregas e os bancos, representada pelo Instituto Internacional de Finanças (IIF), fez demorar o acordo durante várias horas. O pacote prevê um maior esforço na participação dos credores privados da Grécia, que aceitaram um perdão de 53,5% da dívida do país, ao invés dos 50% previstos originalmente. Com isso, os bancos, asseguradoras, fundos de investimento e fundos de pensão perderão ao todo cerca de 107 dos 200 bilhões de euros em dívida grega que possuem.
A maior participação dos credores privados contribuirá para diminuir a dívida grega de 160% do PIB para 120,5% em 2020, cinco décimos acima do que estava previsto.
O porta-voz do Governo, Pantelis Kapsis, reiterou que a 'prioridade' do governo é completar o acordo, por isso que pediu à imprensa não dar possíveis datas de eleições gerais, já que poderiam mudar.
Para conseguir o objetivo de redução da dívida, os países da zona do euro também reduzirão de maneira retroativa os juros que cobra da Grécia por empréstimos bilaterais desde 2010. Enquanto isso, o lucro do Banco Central Europeu com venda ou troca de bônus gregos será entregue aos bancos nacionais e o lucro que os bancos nacionais registrarem será destinado aos países da eurozona.
A aprovação do resgate vai representar, no entanto, que Atenas tenha que aceitar um controle reforçado no terreno e criar uma conta bloqueada para dar prioridade ao pagamento da dívida.
"O plano de resgate da Grécia está baseado em uma rígida condição: a de reforçar a vigilância da Grécia e impor uma presença permanente da missão da Comissão Europeia", disse o comissário europeu para Assuntos Econômicos, Olli Rehn, após a reunião.
Os ministros das Finanças da zona do euro aprovaram nesta terça-feira (21), em Bruxelas, após 12 horas de negociações, um novo pacote de resgate financeiro para a Grécia com a finalidade de evitar o calote da dívida do país.
Foi aprovado o desbloqueio e um empréstimo de 130 bilhões de euros (o equivalente a R$ 296 bilhões), que reduzirá a carga da dívida da Grécia e permitirá que o país permaneça na zona do euro, embora sob um grau de controle externo e fiscalização muito maior.
O pacote evita o risco de um calote de 14,5 bilhões de euros da Grécia, correspondentes aos títulos gregos que vencem em 20 de março.
A Grécia submeterá ao Parlamento a legislação necessária para aplicar o novo empréstimo de 130 bilhões de euros e a quitação da dívida soberana antes do dia 15 de março, para depois ir às urnas, informou o governo grego.
"Quando validarmos o novo acordo do empréstimo no Parlamento, depois será o momento de decidir a convocação de eleições", disse o primeiro-ministro grego, Lucas Papademos, em entrevista coletiva em Atenas. Papademos qualificou o acordo fechado na madrugada passada em Bruxelas de "histórico".
Maior esforço dos credores privados
A negociação entre as autoridades gregas e os bancos, representada pelo Instituto Internacional de Finanças (IIF), fez demorar o acordo durante várias horas. O pacote prevê um maior esforço na participação dos credores privados da Grécia, que aceitaram um perdão de 53,5% da dívida do país, ao invés dos 50% previstos originalmente. Com isso, os bancos, asseguradoras, fundos de investimento e fundos de pensão perderão ao todo cerca de 107 dos 200 bilhões de euros em dívida grega que possuem.
A maior participação dos credores privados contribuirá para diminuir a dívida grega de 160% do PIB para 120,5% em 2020, cinco décimos acima do que estava previsto.
O porta-voz do Governo, Pantelis Kapsis, reiterou que a 'prioridade' do governo é completar o acordo, por isso que pediu à imprensa não dar possíveis datas de eleições gerais, já que poderiam mudar.
Para conseguir o objetivo de redução da dívida, os países da zona do euro também reduzirão de maneira retroativa os juros que cobra da Grécia por empréstimos bilaterais desde 2010. Enquanto isso, o lucro do Banco Central Europeu com venda ou troca de bônus gregos será entregue aos bancos nacionais e o lucro que os bancos nacionais registrarem será destinado aos países da eurozona.
A aprovação do resgate vai representar, no entanto, que Atenas tenha que aceitar um controle reforçado no terreno e criar uma conta bloqueada para dar prioridade ao pagamento da dívida.
"O plano de resgate da Grécia está baseado em uma rígida condição: a de reforçar a vigilância da Grécia e impor uma presença permanente da missão da Comissão Europeia", disse o comissário europeu para Assuntos Econômicos, Olli Rehn, após a reunião.
Fonte: G1